Cena 16
(Solidão ou paz?)
O silêncio da noite só não abafa o grito da dúvida sobre a melhor forma de otimizar o tempo.
Impaciente pela rotina, visto o escafandro da vontade e me jogo no mar de referências e atividades que precisam de minha atenção.
Mas agora é noite e o contraponto dos horários reserva a reclusão física e de pensamentos em um cômodo frio, impessoal e disforme.
Seria o momento de reflexão, de imersão na própria existência e organização dos anseios pessoais, verificando as necessidades e ações para atendê-las.
Não hoje.
Hoje é dia de sentir saudades. Mesmo com poucas horas de ausência.
E assim o tempo para, olha pra mim e finalmente diz:
- Relaxe!
Ao saber que o sono protege minha menina, durmo em paz.