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by Lau Tsé-tsé, o filósofo do sono

Cena 10

May25

(Domingo, 22:31h. Os poucos móveis me observam cruzar a sala para o escritório. Silêncio total).

Aqui estou eu no escritório. Após tirar a roupa, sento em frente ao computador e acesso minha vida digital. Várias coisas para olhar, para saber, para procurar. Normal.
A noite segue normal, sem problemas nenhum, quando começo a escutar pequenos ruídos, barulhos estranhos vindo da sala ou da cozinha. Não consegui identificar.
Apaguei a luminária…tudo escuro. Levanto vagarosamente e vou pra sala averiguar esses barulhos.

(…)

Nada. Nenhum sinal de porta aberta, de objeto caído. Simplesmente nada.
De qualquer forma, dei uma olhada geral na casa para me certificar. Provavelmente era o vento na porta que fazia os barulhos.

Volto pro escritório. Desconfiado…mas volto.
Começo a olhar uns sites e…olha o barulho de novo. Olhei para a porta do escritório e deixei pra lá. Mas o barulho insistia em pequenos intervalos e resolvi levantar novamente. Nada mais uma vez. Muito estranho.
Há quem acredite em fantasmas, almas penadas, coisas do além. Eu, particularmente, tenho mais medo dos vivos do que dos mortos.

(…)

Volto pro escritório convencido de que estou ouvindo coisas.

(…)

Barulhos no quarto dessa vez. No assoalho.
Vou no quarto, que está com a porta aberta. Nada, como era de se esperar.
Acendi a luz e só havia o vento sacudindo a cortina.
Provavelmente já intrigado com esses barulhos, qualquer ruído que acontecesse meu cérebro já associaria aos barulhos estranhos da sala.

Pra quem mora sozinho, esse tipo de coisa gera 2 situações:

1. Medo do suposto “sobrenatural”
2. Medo de pessoas com intuitos nada agradáveis em seu patrimonio.

Como disse anteriormente, tenho mais medo de gente do que de fantasma. Por isso fiquei alerta com os barulhos da porta da sala. Apesar de ter grade no meu apartamento, cuidado e atenção nunca são demais.

Vou comprar uma escopeta e deixar do lado da cama.

Engraçado…foi só falar de escopeta que os barulhos pararam…acho que os fantasmas ficaram com medo de morrer.

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